O ensaio

O ensaio é um texto de caráter crítico sobre certo debate ou questão de ordem científica. Nesse sentido, o ensaio é discursivo, no sentido de mostrar o posicionamento e as reflexões do autor a respeito do ponto sob consideração. O autor ‘ensaia’ um discurso de manifestação sobre um ponto de vista, a partir de questionamentos, críticas, experimentações e ponderações sobre o tema.

Para tanto, o ensaio, ainda que trazendo posicionamento nítido, se apresenta de modo formal e bem articulado, a fim de expor lógica e claramente as reflexões e argumentação do(a) autor(a). As reflexões devem ser feitas com racionalidade e seriedade, a partir da capacidade do(a) autor(a) de articular conhecimentos e posicionamentos e proceder interpretações e avaliações sobre a área na qual reflete. O modo de fazer tais articulações é mais flexível do que em outros gêneros, mas ainda assim o rigor e a organização são fundamentais, assim como o comprometimento e maturidade intelectuais de quem redige o ensaio.

Já que defende um ponto de vista, o ensaio não exige, como o artigo ou as dissertações e teses, a inclusão extensiva de referenciais teóricos de apoio ou de provas e evidências empíricas para cada item argumentado. É evidente que o texto precisa ser sensato em sua argumentação, no sentido de oferecer reflexões plausíveis a partir do que a ciência já demonstrou na área, não podendo, portanto, ser caótico nem aleatório. Nesse sentido, diz-se que o ensaio é um gênero que permite certa transição entre o cultural, o literário, o didático e o não-didático, o científico e o filosófico.

Um exemplo de um ensaio pode ser encontrado aqui.

Próxima página