A resenha

A resenha é um tipo de texto que serve para divulgar obras novas e apresentar uma obra que o(a) leitor(a) geralmente não leu ou não conhece. Ela pode, assim, atualizar o público leitor de modo breve sobre outras produções científicas, especialmente recentes.

É comum periódicos científicos dedicarem uma seção inteira de sua publicação apenas para resenhas, já que elas representam uma atualização sobre quais publicações estão surgindo na área de interesse da revista. Por isso, normalmente, as resenhas costumam ser de obras recentes.

As revistas normalmente especificam um período limite diferente para obras nacionais (por exemplo, aceitando apenas resenhas de obras publicadas no último ano, ou nos últimos dois anos, etc.), e para obras lançadas no exterior (geralmente, obras publicadas nos últimos cinco anos). É preciso atentar para a especificação feita pelo periódico em questão.

A resenha, nesse papel de divulgar e apresentar uma dada obra, geralmente cumpre três passos essenciais: 1) identifica a obra a ser resenhada; 2) apresenta/descreve resumidamente o conteúdo desta obra; e 3) aprecia/avalia criticamente esse conteúdo (mas, como veremos mais adiante, há um tipo de resenha que não realiza essa apreciação).

A identificação detalha o nome do(a) autor(a) e inclui breves informações sobre sua carreira (outras obras dele ou dela). A identificação também informa o trabalho resenhado, seu local e editora de publicação, a data, e apresenta demais informações que se apliquem, como por exemplo o nome da coleção ou série a que a obra pertence, o número de volumes, o nome do tradutor, se for o caso, e assim por diante.

A apresentação do conteúdo da obra consiste no resumo dos principais argumentos feitos, um levantamento das ideias apresentadas e defendidas pelo autor. Pode ser organizada conforme os fatos ou dados aparecem na obra (resumindo os capítulos ou as partes em sua ordem sequencial na obra) ou então em agrupamento de conjuntos de ideias.

Já a apreciação do conteúdo pode ser tanto positiva quanto negativa, desde que seja fundamentada. De qualquer modo, é importante que a apreciação seja feita com respeito e zelo.

Recomenda-se que já na apresentação do resumo da obra se insiram pequenas sinalizações sobre o tom da apreciação crítica (se houver). Isso pode ser feito, por exemplo, com expressões do tipo: “o autor sabiamente desenvolve o argumento . . .”, ou “o autor discute o ponto X de modo relativamente apressado . . .”.

Tipos de resenha:

A resenha pode ser do tipo descritiva (também chamada de resenha técnica ou resenha científica), ou então do tipo crítica (também conhecida como resenha opinativa). A resenha descritiva se concentra na avaliação do conteúdo enquanto conhecimento, ciência ou verdade, ou seja, ela faz um julgamento de verdades. Já a resenha crítica avalia a obra considerando valor, estilo, estética, beleza, etc. (julgamento de valores). Assim, a resenha crítica exige maior grau de detalhes para a fundamentação da crítica (seja ela positiva ou negativa), já que trata de questões menos palpáveis e mais subjetivas.

Existem ainda as chamadas resenhas temáticas. Nesse tipo de resenha, há a apresentação de vários textos de diferentes autores que tratam de um mesmo tema principal. Na resenha temática, cada um desses textos é identificado e apreciado em termos de sua real contribuição (e o grau de qualidade dessa contribuição) para o tema em questão.

Se uma resenha não emitir qualquer avaliação sobre o conteúdo, temos o caso da resenha-resumo. Esse tipo de resenha se limita aos dois primeiros passos descritos anteriormente, isto é, apenas identificar a obra e resumir seu conteúdo. Então, essa modalidade cumpre uma função meramente informativa, e não busca convencer o leitor sobre a importância ou valor de ler dada obra ou não.

Veja um exemplo de resenha aqui.

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