Modos e tom da argumentação

A argumentação é expressa de modos diferentes em diferentes tipos de texto. Pode ser agressiva, passiva, ou assertiva, entre outros. Vejamos alguns exemplos:

Agressiva: “É óbvio que a oração nas escolas públicas não deve ser encorajada. Somente os ingênuos podem pensar que prece organizada é bom para todos.”

Passiva: “Talvez eu esteja enganado, mas creio que organizar orações não deveria ser algo encorajado em escolas públicas.”

Assertiva: “A oração organizada deveria ser desencorajada nas escolas públicas porque ela viola a liberdade religiosa garantida pela Constituição.”

Em escrita acadêmica, convém observar o tom da argumentação, lembrando que verdades absolutas não perduram. A construção de um argumento acadêmico é geralmente feita com tom assertivo, não imperativo ou determinista. Isso fortalece o argumento apresentado e demonstra respeito por parte do(a) autor(a), além de garantir espaço para contra-argumentações que outros(as) acadêmicos(as) ou leitores(as) queiram/possam fazer.

Eis algumas expressões para abrandar seu discurso:

  • É possível observar que . . .
  • Pode-se perceber/dizer/argumentar que . . .
  • Nota-se, nos dados coletados, que . . .
  • É provável que tal fato se deva . . .

Adaptado de: HACKER, D. A writer’s reference. 6. ed. Boston, New York: Bedford / St. Martin’s, 2007.