Falhas argumentativas

Argumentos não se sustentam se forem baseados em: generalizações, estereótipos, clichês, crendices populares, falsas analogias, opiniões meramente subjetivas e sem dados concretos, suposições não investigadas, deduções precipitadas ou frágeis.

Veja a seguir alguns exemplos comentados de argumentos falhos (todos fictícios):

Exemplo 1: Ações de marketing infantil devem considerar a inserção da criança no mundo tecnológico, uma vez que todas as crianças hoje têm acesso a tablets e smartphones. 

Comentário: Aqui, temos uma generalização a respeito de crianças, sem qualquer exposição de dados concretos. Mesmo que haja dados substanciais a respeito de acesso de crianças a tecnologias como as citadas, não se aconselha fazer tal tipo de declaração. É melhor citar números concretos e específicos sobre o argumento e explicar suas consequências de forma menos determinista. Ou seja, ao invés de dizer “Ações de marketing devem . . .”, pode-se dizer algo como “Os números apresentados sugerem que . . .”, o que é mais apropriado.

Exemplo 2: O problema da fome no mundo está resolvido, pois já produzimos mais alimentos do que necessário para alimentar todos os seres do nosso planeta. 

Comentário: Nesse exemplo, o problema maior é de dedução precipitada e frágil, além de falta de outros tipos de dados concretos. Nesse caso, tira-se uma conclusão somente a partir da informação sobre a produção de alimentos, sem se levar em conta sua devida distribuição e/ou outros tipos de dados, como o número de pessoas que ainda passam fome no mundo e sua localização.

Exemplo 3: Ao contrário dos cidadãos ocidentais, que são ensinados a questionar e a não aceitar o que lhes é dito desde cedo, os povos orientais não possuem pensamento crítico e se submetem facilmente ao que lhes é imposto.  

Comentário: O exemplo 3 já foi afirmado de diferentes formas por acadêmicos em diversas áreas. Ele tem sido bastante criticado, principalmente por se basear em estereótipos, generalizações e opiniões meramente subjetivas.

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