Avaliando referências

É comum encontrar estudantes (principalmente nos estágios iniciais de sua formação) que acham que precisam ter o máximo de referências possíveis em seus trabalhos. No entanto, nem toda referência bibliográfica é realmente valiosa para sua pesquisa e/ou para seu texto. A seguir, trazemos algumas dicas para avaliar as fontes e decidir melhor quais usar:

  1. Escolha referências de periódicos bem avaliados na sua área. Uma dica importante para verificar a qualidade do periódico é consultar a sua classificação no Qualis da CAPES. No entanto, não se baseie somente nisso, uma vez que a própria avaliação de um periódico pelo Qualis envolve certa subjetividade. Outras dicas, portanto, são considerar o corpo editorial do periódico (ou seja, se tem pesquisadores e pesquisadoras renomados da área), a sua proposta de foco ou escopo e o quão usado ele é na sua área de pesquisa (inclusive pelos seus professores e suas professoras). Há também outros critérios, tais como o fator de impacto do periódico, mas novamente enfatizamos que não basta olhar um índice ou número; é fundamental considerar a qualidade do próprio conteúdo publicado e das pessoas envolvidas na sua produção.
  2. No caso de livros, é importante ver quem são os(as) autores(as) ou editores(as) responsáveis e as editoras que os publicaram. Quanto mais conhecidos (autores, editoras, etc.), maior a probabilidade de rigor acadêmico.
  3. Procure utilizar referências atualizadas, para que o seu trabalho se insira no contexto atual do seu campo de pesquisa.
  4. É possível (e às vezes recomendável) usar referências mais antigas também, obviamente, contanto que elas sejam trabalhos clássicos da área e/ou que sejam contextualizadas para mostrar a evolução do pensamento/perspectiva/metodologia/etc. na disciplina.
  5. Algumas referências exigem cautela: por exemplo, textos de blog, sites e até de revistas e jornais conhecidos podem faltar com o rigor necessário para a pesquisa acadêmica. Isso pode ocorrer por motivos diversos, como interesses pessoais, linha editorial ou falta de fundamentação concreta.

Tem mais alguma dica? Mande para nós nos comentários abaixo.

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